Ó PESSOAL...

...Visitem-se uns aos outros...cliquem nos cartões e conheçam os outros sócios.
Não deixem também de ver as publicações anteriores. Há sempre coisas interessantes que por vezes nos passam ao lado...

LEIAM E ENTENDAM!

Pedido de ajuda - Casa de Santa Isabel

A Quinta do Formigo em São Romão, um local de grande harmonia natural, onde se encontra a Casa de Santa Isabel (uma comunidade terapêutica para crianças, adolescentes e adultos com necessidades especiais) está neste momento a correr o risco de desaparecer. Isto porque as Estradas de Portugal e a Câmara Municipal de Seia pretendem criar um troço de ligação entre Seia e a Serra da Estrela que separará as diversas residenciais da Casa de Santa Isabel, além de acabar com o belo espaço que a natureza dá naquele local.
Assim, venho por este meio pedir-vos que assinem a petição contra esta obra, para o bem das pessoas da Casa de Santa Isabel e do povo de São Romão. Para isso basta acederem ao seguinte site:
http://www.petitiononline.com/formigo/petition.html,
http://www.casa-santa-isabel.org/

Obrigado
Metamorfosesvividas.blogspot
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domingo, 26 de abril de 2009

Archeological Tours - Turismo Arqueológico em Portugal

O Turismo Arqueológico ou Arqueoturismo, “consiste no processo decorrente do deslocamento e da permanência de visitantes a locais denominados sítios arqueológicos onde se encontram os vestígios remanescentes de antigas sociedades, sejam elas pré-históricas e/ou históricas passíveis de visitação terrestre ou aquática”. Estas considerações demonstram que o Turismo Arqueológico pode desempenhar funções relevantes para a sociedade e portanto merece uma atenção especial. Os Sítios Arqueológicos passam por prospecção e escavação. A visitação turística a um sítio acontece posteriormente à sua escavação ou concomitantemente a ela. Por um lado, onde o visitante tem acesso somente a uma das partes já escavadas, por outro lado, o visitante além de observar a escavação pode interagir com a mesma, principalmente por meio de mini-cursos ou estágios. Ou seja, a interpretação de um produto arqueológico está directamente relacionada com o seu consumo, ressaltando que o consumidor desse produto (o turista) adquire o direito de usufruir do mesmo por meio de uma “experiência vivencial” e que o resultado deste consumo constitui-se em aprimoramento cultural, recordações e fotografias. Isso acontece porque o produto turístico, em causa, não é um bem móvel., mas de um “bem de consumo abstracto que não pode ser avaliado de acordo com o seu tamanho, peso, formato ou cor”. Portanto, o consumidor o que recebe “é uma representação imaginária do que o produto pode proporcionar”. A interpretação dos produtos arqueoturísticos é imprescindível, visto que ela é antes de tudo, um instrumento de comunicação com o visitante. A interpretação visa informar sobre as características e particularidades dos atractivos através da mensagem apropriada e inteligível. Interpretar não é simplesmente informar, mas sim “revelar significados”, provocar emoções, estimular curiosidade, entreter e inspirar novas atitudes nos visitantes e proporcionar experiencias inesquecíveis. Isto é, o objectivo da interpretação é “comunicar o significado do lugar de forma interessante e efectiva, contribuir com a satisfação das necessidades dos visitantes”.O interesse crescente pelo nosso passado, levou um grupo de especialistas em arqueologia, antropologia e sociologia a criar a ARQUEOTURIS, um projecto empresarial, pioneiro e especializado em serviços turísticos e culturais em Portugal, com sede no Alentejo, voltados para a divulgação do património arqueológico e histórico nacional.O seu “ARCHEOLOGICAL TOUR” inclui visitas a sítios arqueológicos, que apresentam uma flecha temporal, do Paleolítico ao Período Islâmico.Tudo foi concebido de modo a que o " ARCHEOLOGICAL TOURS " proporcione ao visitante uma gama de experiências inesquecíveis. Todos os locais têm sido criteriosamente estudados, contando com roteiros de visitação aos sítios arqueológicos e toda a infra-estrutura logística assim como o acompanhamento não por guias-turisticos, mas por investigadores especializados.A ARQUEOTURIS dispõe, ainda, de um “Archaeological Excavation Tour”, neste caso pontual, no qual o visitante partilha as condições, o convívio e o trabalho com arqueólogos e estudantes de arqueologia de várias nacionalidades, numa verdadeira escavação de carácter científico. Neste Tour o visitante poderá, também, envolver-se no manuseamento dos artefactos encontrados e no seu tratamento no museu local.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Apatia (Apatheia)

Deixo-vos aqui o nosso último post, publicado no nosso blog, Sociologia e Antropologia Para Principiantes:
“Mais do que o despotismo ou a anarquia, o que importa combater é a apatia”, (Alex de Tocqueville, pensador político, historiador e escritor francês - 1805-1859).
Apatia provém do grego clássico apatheia. Páthos em grego, significa "tudo aquilo que afecta o corpo ou a alma" e tanto quer dizer dor, sofrimento, doença, como o estado da alma diante de circunstâncias exteriores capazes de produzir emoções agradáveis ou desagradáveis, paixões. Assim, apatheia tanto pode significar ausência de doença, de lesão orgânica, como ausência de paixão, de emoções.
Recorrendo, igualmente, ao "Dicionário de termos técnicos de medicina e saúde", encontra-se a palavra apatia como termo psiquiátrico, com a seguinte definição: «estado caracterizado pelo desinteresse geral, pela indiferença ou insensibilidade aos acontecimentos; falta de interesse ou de desejos».
Já segundo, alguns psicólogos clínicos, «Excessos de vibração e ruído acabam por produzir indiferença, cores berrantes neutralizam-se. A fé precisa ser alimentada diariamente com doses certas de acções e devoções, caso contrário não se sustenta. Todas as demasias redundam em fadiga, isso explica-se tanto através da psicologia como da dialéctica».
Somos diariamente bombardeados por previsões, que quase nos aproximam do “Apocalipse”, feitas pelos mesmos (na sua maioria, economistas, agarrados aos paradigmas de sempre) que não previram “porra nenhuma”, quanto à crise financeira em que, actualmente, vivemos atolados. Damos-lhes crédito e a “falta de fé” instala-se.
A dita “falta de fé” dos cidadãos para com, por exemplo, políticos ou instituições, prende-se com uma visão irrealista daquilo que estes agentes podem na realidade fazer sem a nossa interacção. Barack Obama enfatizou, tanto na campanha eleitoral, como na tomada de posse, que os “cidadãos norte-americanos deveriam, não só equacionar o que o país (o Estado norte-americano) poderia fazer por eles, mas também o que eles (cidadãos) poderiam fazer pelo seu país”. Parece, portanto, óbvio que o significado actual de apatia provém do conceito filosófico estoicista da palavra, em que páthos expressa um estado psíquico caracterizado por uma atitude de indiferença diante dos estímulos, ou seja, de indiferença, por parte dos cidadãos, aos estímulos para uma mais elevada participação cívica.
Vem isto a propósito, do nosso projecto empresarial (Arqueoturis) e de algumas das dificuldades com que nos debatemos para a exequibilidade do mesmo. Quais “Outsiders” (Howard Becker), somos rotulados, por alguns dos agentes económicos, como “desviantes” do pensamento actualmente instituído, ou seja, sendo palavras de ordem: o desinvestimento e a recessão económica, o facto de estarmos no mercado, como investidores (capitais próprios, criadores de postos de trabalho, dinamização regional, etc.), caracteriza-nos como detentores de um comportamento, que se afasta das normas, actualmente, admitidas.
Nós estamos a fazer a nossa parte. E, vocês?